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Antineoplásico/ Imunomodulador
ABIRATERONA

Zytiga 250mg comprimido

Atenção: contém lactose e corante óxido de ferro

MEDICAMENTO DE ALTA VIGILÂNCIA (MAVi)

Posologia

​Consultar os protocolos individuais por doença

 PRÉ-MEDICAÇÃO

  • Considerar coadministração com corticosteroides devido ao risco de insuficiência adrenocortical e hipertensão, hipocalemia e retenção de fluidos (excesso de mineralocorticoide).

PREPARO/ADMINISTRAÇÃO

  • Administrar comprimidos de abiraterona com o estômago vazio. Não se deve consumir alimentos por até 2 horas antes e 1 hora após a administração de abiraterona. Os comprimidos devem ser engolidos íntegros com água.
Ajuste Renal
  • A exposição sistêmica à abiraterona não aumentou quando em pacientes com estágio final de doença renal (ERSD) submetidos ao esquema de hemodiálise estável. Nenhum ajuste de dose recomendado pelo fabricante.
Alerta

INDICAÇÕES

  • Tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração (CRPC), previamente submetidos à quimioterapia contendo docetaxel

POTENCIAL EMETOGÊNICO

  • Mínimo a baixo

REAÇÕES ADVERSAS

  • Hipertensão;
  • Hipocalemia;
  • Edema periférico;
  • Elevação de transaminases/hepatotoxicidade;
  • Fadiga;
  • Podem ocorrer retenção de líquidos e eventos cardíacos em predispostos
CONTRA-INDICAÇÕES
  • Hipersensibilidade ao acetato de abiraterona/excipientes;
  • insuficiência hepática grave
ADVERTÊNCIAS/PRECAUÇÕES
  • Monitorar função hepática (ALT/AST), pressão arterial, potássio e sinais de retenção hídrica; cuidado em insuficiência cardíaca, doença hepática; evitar administração com alimentos (aumenta exposição)

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

  • Pode inibir CYP2D6 e CYP2C8 - ajustar/cautela com substratos sensíveis (ex.: antidepressivos, antiarrítmicos); potencial indução de CYP3A4; evitar uso concomitante com alimentos devido ao aumento da biodisponibilidade

AJUSTE DE DOSE EM TOXICIDADE

  • Cardíaca: Tratar com cautela paciente cuja condição médica predisponha à hipertensão, hipocalemia ou retenção fluida (p. ex. falência cardíaca, infarto recente do miocárdio ou arritmia ventricular). Não foi estudada a segurança de abiraterona em pacientes com fração de ejeção ventricular esquerda <50% ou NYHA Classe III ou IV de falência cardíaca (critério de exclusão nos ensaios clínicos; ver monitorização).
  • Adrenocortical: Ter cautela quando em pacientes recebendo abiraterona combinada à prednisona, seguido de interrupção de esteroides diários e/ou concomitante infecção ou estresse (ver monitorização). Doses elevadas de corticosteroides podem ser indicadas antes, durante e após situações de estresse.

AJUSTE DA DOSE NA INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA

  • Para pacientes com comprometimento hepático moderado (Child-Pugh Class B), reduzir a dose recomendada para 250 mg uma vez ao dia, onde AUC é equivalente ao de pacientes de função hepática normal recebendo 1000 mg uma vez ao dia (ver monitorização).
  • Para o caso de pacientes com comprometimento hepático moderado com ALT e/ou AST cinco vezes maiores que LSN (limite superior ao normal) ou bilirrubina total três vezes maior que LSN, descontinuar tratamento permanentemente.
  • Pacientes com comprometimento hepático severo (Child-Pugh Class C), a terapia com abiraterona deve ser evitada devido à falta de estudos nessa população e nenhum ajuste de dose pode ser previsto.
  • Pacientes que desenvolveram hepatotoxicidade durante o tratamento com abiraterona (ALT e/ou AST cinco vezes maiores que LSN ou bilirrubina total três vezes maior que LSN), interromper o tratamento e reiniciá-lo com dose reduzida para 750 mg uma vez ao dia caso testes de função hepática normalizem ou AST e ALT ≤ 2,5 vezes a LSN e bilirrubina total ≤ 1,5 vezes a LSN (ver monitorização). Caso hepatotoxicidade recorra na dose de 750 mg uma vez ao dia, o tratamento pode ser reiniciado na dose de 500 mg uma vez ao dia caso testes de função hepática normalizem ou AST e ALT ≤2,5 vezes a LSN e bilirrubina total ≤ 1,5 vezes a LSN. Caso hepatotixicadade recorra na dose de 500 mg uma vez ao dia, o tratamento com abiraterona deve ser descontinuado.

MONITORIZAÇÃO

  • ALT/AST e bilirrubina antes e durante o tratamento; potássio sérico, PA, edema/peso; avaliar função hepática com maior frequência nas primeiras semanas e após ajustes.

CONDUTA NUTRICIONAL

  • Diarreia: evitar consumir leites e derivados, frutas e sucos de frutas laxativas, alimentos que contenham grãos ou farinhas integrais, leguminosas e verduras (como: brócolis, couve-flor, couve, alface). Estimular a ingestão de líquidos para evitar a desidratação.
Última atualização: 14/01/2026
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