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Analgésico Narcótico
OXICODONA

Oxypynal 10mg comprimido revestido de liberação prolongada

Atenção!! Contém corante opadry branco

MEDICAMENTO DE ALTA VIGILÂNCIA (MAVi)

A Oxicodona pertence à Lista A1 (entorpecentes sujeitos à Notificação de Receita “A”), mas as formulações em comprimidos de liberação controlada com até 40 mg por unidade devem ser prescritas em Receita de Controle Especial, em duas vias.

Posologia

Adultos

 Analgésico, moderado a severo

Dose usual: 10 a 20mg, VO, a cada 12 horas

Alerta

ANTÍDOTO: Naloxona (Narcan 0,4mg ap 1mL)​

REAÇÕES ADVERSAS

  • Sistema nervoso central: sonolência, dor de cabeça, tonturas;
  • Dermatológico: prurido;
  • Gastrointestinal: náuseas, constipação, vômitos;
  • Diversos: febre.

CONTRAINDICAÇÕES

  • Pacientes com hipersensibilidade à oxicodona ou qualquer componente da fórmula;
  • Asma brônquica severa;
  • Depressão respiratória, com hipóxia e/ou hipercapnia;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica severa;
  • Pacientes com cor pulmonale;
  • Pacientes acometidos ou que apresentem suspeita de íleo paralítico.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

  • Cautela na administração de oxicodona em idosos debilitados; pacientes com função pulmonar, renal ou hepática comprometida; mixedema, hipotireoidismo, doença de Addison, hipertrofia prostática, alcoolismo, psicose tóxica, delirium tremens, pancreatite, hipotensão, lesão craniana; e em uso concomitante de benzodiazepínicos, outros depressores do SNC ou inibidores da MAO;
  • Oxicodona pode agravar convulsões em pacientes com transtornos convulsivos;
  • Não diluir ou umedecer o comprimido antes de colocar na boca; tomar um comprimido por vez com água suficiente para deglutição imediata;
  • Pacientes com distúrbios gastrointestinais (ex: câncer de esôfago, câncer de cólon, lúmen gastrintestinal reduzido) têm maior risco de complicações como obstrução intestinal ou exacerbação de diverticulite;
  • Oxicodona pode causar espasmo do esfíncter de Oddi; deve ser usada com cautela em doenças do trato biliar, incluindo pancreatite aguda; pode elevar níveis de amilase sérica.
  • Em casos de abdome agudo, analgésicos opioides podem mascarar diagnóstico ou curso clínico;
  • Não recomendada para uso pré-operatório ou manejo da dor nas primeiras 12 a 24 horas pós-cirurgia;
  • Opioides podem influenciar eixos hipotalâmico-pituitário-adrenal e gonadal, causando aumento da prolactina e redução de cortisol e testosterona;
  • Não recomendada para uso em mulheres imediatamente antes ou durante o trabalho de parto, pois pode causar depressão respiratória no recém-nascido;
  • Pode causar doping.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

  • Pode haver aumento do efeito depressor sobre o SNC com uso conjunto de benzodiazepínicos, álcool, opioides, sedativos, hipnóticos, antidepressivos, fenotiazinas e neurolépticos, levando a sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte;
  • Opioides, incluindo oxicodona, podem potencializar o bloqueio neuromuscular de relaxantes músculo-esqueléticos, aumentando a depressão respiratória;
  • Uso concomitante de oxicodona com anticolinérgicos (ex: antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, antipsicóticos, relaxantes musculares, anti-Parkinson) pode aumentar efeitos adversos anticolinérgicos;
  • Oxicodona é metabolizada principalmente pela CYP3A4 e CYP2D6; atividade dessas enzimas pode ser bloqueada ou induzida por drogas ou dieta, necessitando ajuste de dose;
  • Inibidores da CYP3A4 (ex: claritromicina, cetoconazol, ritonavir, suco de toranja) reduzem depuração da oxicodona, elevando suas concentrações plasmáticas;
  • Indutores da CYP3A4 (ex: rifampicina, carbamazepina, fenitoína, erva de São João) aumentam metabolismo da oxicodona, reduzindo suas concentrações plasmáticas;
  • Inibidores da CYP2D6 (ex: paroxetina, quinidina) diminuem depuração da oxicodona, aumentando suas concentrações plasmáticas.

MONITORIZAÇÃO

  • Alívio da dor, estado respiratório e mental, pressão arterial;
  • Abuso e dependência;
  • Sinais ou sintomas de hipogonadismo ou hipoadrenalismo.
Última atualização: 13/03/2026
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