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Antineoplásico/ Imunomodulador
AZACITIDINA

Vidaza 100mg injetável​

Posologia

​Consultar os protocolos individuais por doença

PRÉ-MEDICAÇÃO

  • D1: ondansetrona 8 - 16 mg (máx. 32 mg/dia), IV, ou 16 – 24 mg, VO, ou palonosetrona 0,25 mg, IV, ou granisetrona 2 mg, VO ou 0,01 mg/kg (máx. 1mg), IV e dexametasona 12 mg, VO.
  • D2 e D3: ondansentrona ou granisetrona (idem Posologia D1) ou dexametasona 8 mg, VO.
  • Opcional: aprepitanto 125 mg, VO, no D1 e 80 mg, VO no D2 e D3. Lorazepam 0,5 - 2 mg, VO, a cada 4 ou 6 horas, s/n, D1 a D4. Omeprazol ou ranitidina, VO.

PREPARO/ADMINISTRAÇÃO

  • Reconstituição: no caso de SC, reconstituir lentamente cada frasco com 4 mL de água estéril (25 mg/mL). Agitar vigorosamente o frasco ou rotacionar até obter uma suspensão uniforme, turva.
  • Para IV, reconstituir cada frasco com 10 mL de água estéril para injeção (10 mg/mL). Agitar vigorosamente até limpidez.
  • Diluição: diluir solução reconstituída IV em 50 - 100 mL de SF ou ringer lactato para infusão.
  • Cuidados na administração SC: ressuspender o conteúdo da seringa invertendo-a 2 - 3 vezes vigorosamente, rolando a seringa entre as palmas das mãos por 30 segundos, imediatamente antes da administração. Doses acima de 4 mL devem ser divididas igualmente em 2 seringas e injetadas em locais separados, fazendo um rodízio dos sítios para cada injeção (coxa, abdômen ou braço superior). Novas injeções devem ser administradas pelo menos uma polegada do local da aplicação anterior e nunca devem ser administradas em área onde o local seja mole, lesionado, vermelho ou rígido.

NOTA

  • Incompatível com SG 5%, hetamido ou soluções contendo bicarbonato.
  • Estabilidade: (SC): após a reconstituição é de 1 hora TA ou 8 horas 2 - 8°C. IV: muito limitada, administrar imediatamente após preparo.
  • Tempo de Infusão: administrar dose total dentro de um período de 10 - 40 min. A infusão deve ser completa dentro de 1 hora após a reconstituição.

POTENCIAL VESICANTE/IRRITANTE

  • Presença de cristais não dissolvidos nas injeções subcutâneas podem provocar lesões no local.
Ajuste Renal
  • ​Ajuste da dose baseado nos eletrólitos séricos: o fabricante recomenda que, se o bicarbonato sérico cair para menos de 20 mEq/L (diminuição inexplicável), reduzir a dose em 50% no ciclo seguinte. Quando ocorrer aumento inexplicado do BUN ou da creatinina sérica, postergar o ciclo seguinte até os valores atingirem os de referência ou normais e, em seguida, reduzir a dose em 50% no ciclo seguinte.
Alerta

INDICAÇÕES

  • Tratamento da síndrome mielodisplásica

POTENCIAL EMETOGÊNICO

  • Moderado (30 - 90%)

REAÇÕES ADVERSAS

> 10%

  • Cardiovasculares: hipotensão arterial (a incidência pode estar relacionada à dose e à velocidade da infusão), edema periférico, dor torácica, palidez, edema depressível;
  • Dermatológicas: equimose, petéquias, alopecia, eritema, lesões cutâneas, rash cutâneo;
  • Gastrointestinais: náusea, vômito, mucosite, diarreia, constipação, anorexia, perda de peso, dor abdominal, redução do apetite, sensibilidade abdominal;
  • Hematológicas: anemia, trombocitopenia, leucopenia, neutropenia, neutropenia febril. Nadir: dias 10 - 17 Recuperação: dias 28 - 31;
  • Hepáticas: aumento de enzimas hepáticas;
  • Local (área da injeção IV): hiperemia, irritação e enduração;
  • Subcutânea: eritema, dor, equimose;
  • Neuromusculares e esqueléticas: fraqueza, rigidez, artralgia, dor em extremidades, dorsalgia ou lombalgia, mialgia;
  • Respiratórias: tosse, dispneia, faringite, epistaxe, nasofaringite, infecção das vias aéreas superiores, tosse produtiva, pneumonia;
  • SNC: pirexia, fadiga, cefaleia, tontura, ansiedade, depressão, insônia, mal-estar, dor.
  • Miscelânea: diaforese.

5 a 10%

  • Cardiovasculares: sopro cardíaco, taquicardia, edema periférico, síncope, dor na parede torácica, dor pós-procedimento, hipoestesia;
  • Dermatológicas: celulite, urticária, nódulo cutâneo, ressecamento da pele;
  • Gastrointestinais: dor na região abdominal superior, sangramento gengival, petéquias na mucosa oral, estomatite, dispepsia, hemorróidas, distensão abdominal, fezes líquidas, disfagia, ulceração na língua;
  • Geniturinárias: disúria, ITU;
  • Hematológicas: hematoma, hemorragia pós-procedimento;
  • Local (área da injeção): prurido, alteração da pigmentação, edema, granuloma;
  • Neuromusculares e esqueléticas: câimbras;
  • Respiratórias: estertores, rinorreia, sibilos, redução dos ruídos respiratórios, derrame pleural, gotejamento retronasal, roncos, atelectasia, congestão nasal, sinusite;
  • SNC: letargia;
  • Miscelânea: diaforese, herpes simples, linfadenopatia, sudorese noturna, reação transfusional, hemorragia bucal.

< 5% (limitadas a reações importantes ou potencialmente letais)

  • Agranulocitose, choque anafilático, convulsões, depressão da medula óssea, desidratação, diverticulite, esplenomegalia, ICC, pioderma gangrenoso, reação de hipersensibilidade; mialgia, fraqueza e letargia evoluindo para a sonolência, estupor ou coma.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

  • A azacitidina pode aumentar os níveis e efeitos de leflunomida, natalizumabe e vacinas (vírus vivos). Os níveis e efeitos da azacitidina podem ser aumentados por trastuzumabe. A azacitidina pode reduzir os níveis e efeitos de vacinas (BCG, vírus inativados e vírus vivos). Os níveis e efeitos da azacitidina podem ser reduzidos por equinácea.

MONITORIZAÇÃO

  • Provas de função hepática, eletrólitos, hemograma, provas de função renal (BUN e creatinina sérica) devem ser realizados antes do início da terapia. Eletrólitos, função renal (BUN e creatinina) e hemograma devem ser realizados periodicamente para a monitorização da resposta e da toxicidade. No mínimo, um hemograma deve ser repetido a cada ciclo.

CONDUTA NUTRICIONAL

  • Diarreia: evitar consumir leites e derivados, frutas e sucos de frutas laxativas, alimentos que contenham grãos ou farinhas integrais, leguminosas e verduras (como: brócolis, couve-flor, couve, alface). Estimular a ingestão de líquidos para evitar a desidratação.
  • Falta de apetite: ingerir alimentos conforme aceitação, em pequenas quantidades (2/2 horas ou 3/3 horas); fracionar as refeições em 4 a 6 vezes ao dia. Elaborar preparações coloridas e variadas e, incluir novos alimentos no cardápio. Consumir alimentos calóricos e, se necessário, utilizar complemento nutricional hipercalórico e hiperprotéico.
  • Náuseas e vômitos: evitar consumir líquidos durante as refeições; não ficar próximo da área do preparo de alimentos; preferir alimentos gelados e/ ou em temperatura ambiente e de fácil digestão; ingerir líquidos em pequena quantidade, várias vezes por dia (atenção à hidratação).
  • Constipação/obstipação: consumir alimentos ricos em fibras como: frutas frescas, frutas secas, produtos integrais, leguminosas e hortaliças; ingerir líquidos adequadamente, nos intervalos das refeições, para auxiliar no funcionamento intestinal.
  • Neutropenia: redobrar a atenção à higienização e no preparo dos alimentos para evitar infecções; lavar frutas e hortaliças em água corrente e colocá-las em imersão em solução desinfetante com hipoclorito; evitar alimentos mal cozidos ou mal passados. Em alguns casos será necessário restringir alimentos crus (consultar seu médico e/ou nutricionista).
  • Anemia: aumentar o consumo de alimentos de origem animal, fontes de ferro como: carnes bovinas, aves, peixes e fígado de boi ou de galinha. Ingerir também alimentos vegetais, fontes de ferro como: leguminosas, frutas secas, vegetais de cor verde escuro. Evitar consumir, ao mesmo momento, outros alimentos que prejudiquem a absorção de ferro, como por exemplo: chá preto, café, farelo de trigo, chocolate e alimentos ricos em cálcio (leite e derivados). Consumir alimentos ricos em vitamina C (laranja, limão, abacaxi, acerola e kiwi) pois auxiliam na absorção do ferro de alimentos de origem vegetal.
Última atualização: 27/09/2016
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