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Anticonvulsivante
VALPROATO DE SÓDIO

Valpakine 200mg/mL solução (frasco 40mL) - (pipeta graduada em mL)

Atenção: Contém corante vermelho FD&C nº 40

Posologia

Adultos

Epilepsia

Dose inicial: 10 a 15mg/kg/dia, divididos em 1 a 3 vezes ao dia . Aumentando em intervalos de 1 semana em 5 a 10 mg/kg/dia até o controle alcançado.

Dose máxima: 60mg/kg/dia

Crianças

Epilepsia

Dose inicial:  10 a 15mg/kg/dia, VO,  em 1 a 3 doses divididas. Aumentando em intervalos de 1 semana em 5 a 10 mg/kg/dia até o controle alcançado.

Dose máxima 60mg/kg/dia, se a dose diária total exceder 250 mg, deve ser administrada em doses divididas.

Transtorno bipolar (5 anos e mais)

Dose inicial: 15 a 20mg/kg/dia, VO, em 2 a 3 doses divididas.

Dose máxima: 750mg

Profilaxia para enxaqueca  (3 a 17 anos)

Dose usual: 10 a 30mg/kg/dia, VO, em 2 doses

Alerta

REAÇÕES ADVERSAS

>10%

  • Sistema nervoso central: Dor de cabeça, sonolência, tonturas, insônia, dor,  nervosismo;
  • Dermatológico: Alopecia;
  • Gastrointestinal: Náusea, vómitos, dor abdominal, diarréia, dispepsia, anorexia;
  • Hematológico e oncológico: trombocitopenia;
    Infecção: Infecção;
  • Neuromuscular e esquelético: Tremor, fraqueza;
  • Oftálmico: Diplopia, distúrbios visuais;
  • Respiratório: sintomas gripais;
  • Diversos: lesões acidentais;

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

  • O valproato de sódio pode potencializar a ação de neurolépticos, inibidores da MAO, antidepressivos e benzodiazepínicos;
  • O uso concomitante com fenibarbital pode  aumentar as concentrações plasmáticas de fenobarbital;
  • Valproato de Sódio  aumenta os níveis plasmáticos da primidona, com acentuação dos seus efeitos indesejáveis (como sedação);
  • Valproato de Sódio diminui a concentração plasmática total da fenitoína, aumentando  a concentração da forma livre  podendo produzir sinais de superdosagem;
  • Foi relatada toxicidade clínica após administração de valproato de sódio em conjunto com carbamazepina;
  • Valproato de sódio reduz o metabolismo da lamotrigina aumentando sua meia-vida em quase duas vezes;
  • O valproato de Sódio pode aumentar a concentração plasmática de zidovudina levando a um aumento de sua toxicidade;
  • O uso concomitante de nimodipino com ácido valpróico pode aumentar a concentração plasmática de nimodipino em 50%;
  • O ácido valpróico pode diminuir a concentração plasmática da olanzapina;
  • O ácido valpróico pode levar a um aumento no nível plasmático da rufinamida;
  • O ácido valpróico pode levar a um aumento do nível sanguíneo de propofol;
  • Em caso de uso concomitante de valproato e agentes de alta ligação proteica (ácido acetilsalicílico), pode ocorrer o aumento dos níveis séricos de ácido valproico livre;
  • Monitorização da taxa de protrombina deve ser executada em caso de uso concomitante de fator anticoagulante dependente de vitamina K;
  • Em caso de uso concomitante com cimetidina ou eritromicina, os níveis séricos de ácido valpróico podem aumentar;
  • Existem alguns relatos de crises de ausência após uso concomitante de clonazepam e valproato de sódio;
  • Diminuições nos níveis sanguíneos de ácido valproico foram reportadas quando coadministrados com agentes carbapenêmicos, algumas vezes associada às convulsões;
  • A rifampicina pode diminuir os níveis do ácido valproico no sangue resultando em uma deficiência do efeito terapêutico;
  • Os inibidores de protease, tais como lopinavir, ritonavir, diminuem o nível plasmático de valproato, quando coadministrados;
  • A colestiramina pode levar a uma diminuição no nível plasmático de valproato, quando coadministrados;
  • A administração concomitante do valproato e topiramato ou acetazolamida está associada com encefalopatia e/ou Hiperamonemia;
  • Álcool: o valproato de sódio pode potencializar os efeitos sedativos de drogas que afetam o SNC;
  • Uma vez que o valproato é excretado principalmente através dos rins, em parte, sob a forma de corpos cetônicos, o teste de excreção de corpos cetonicos nos pacientes diabéticos pode gerar resultados falsos positivos.

CONTRAINDICAÇÃO

  • Hipersensibilidade ao valproato de sódio;
  • hepatite aguda ou crônica;
  • Antecedente pessoal ou familiar de hepatite severa, especialmente medicamentosa;
  • Porfiria hepática;
  • Doença mitocondrial causada por mutações no gene nuclear que codifica a enzima mitocondrial polimerase γ (POLG, por exemplo, síndrome Alpers-Huttenlocher) e em crianças menores de dois anos de idade com suspeita de ter um distúrbio relacionado com POLG;
  • Distúrbio conhecido do ciclo da ureia.

PRECAUÇÕES/ADVERTENCIAS

  • Lesões hepáticas severas;
  • Não deve ser utilizado em crianças e adolescentes do sexo feminino, em mulheres em idade fértil e gestantes a menos que tratamentos alternativos tenham sido ineficazes ou não tolerados;
  • Em caso de pancreatite diagnosticada o medicamento deve ser descontinuado;
  • Pacientes que apresentam sinais de comportamentos ou intenções suicidas devem ser monitorados, e tratamento apropriado deve ser considerado;
  • O uso concomitante de valproato de sódio e agentes carbapenêmicos não é recomendado;
  • O valproato pode desencadear ou agravar sinais clínicos de doenças mitocondriais subjacentes causadas por mutações do DNA mitocondrial, bem como o gene nuclear codificado POLG;
  • Alguns pacientes podem apresentar, em vez de uma melhora, um agravamento reversível da frequência e da severidade das convulsões (incluindo o estado epiléptico), ou o aparecimento de novos tipos de convulsões com uso de valproato;
  • Antes do início e durante os primeiros 6 meses de tratamento, o acompanhamento da função hepática deverá ser feito periodicamente, principalmente em pacientes com risco;
  • Quando existir a suspeita de deficiência enzimática no ciclo da ureia, investigações metabólicas devem ser executadas  antes do tratamento por causa do risco de hiperamonemia com valproato;
  • Alterações no ciclo menstrual também devem ser monitoradas.

MONITORIZAÇÃO

  • Enzimas hepaticas, hemograma,  amônia sérica, níveis séricos de valproato, suicídio, função motora e cognitiva.
Última atualização: 18/08/2017
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